Do outro lado da linha

Brin, Brin, Brin…!

            O telefone está tocando e Arthur corre para atendê-lo!

            Na realidade, Tuthuio cresceu vendo sua mãe, Renata e a nossa amiga e babá Isabel falarem horas e horas ao celular…

            Coisas de mulher?

            Necessidade de expressar-se?

            Penso que uma mescla de razões que levam algumas mulheres a ficar “o tempo todo ao telefone”. O motivo disto não importa, pois não pretendo fazer aqui um estudo deste caso. O que importa realmente é que meu filho mais velho viu e copiou o gesto.

            É impressionante a capacidade de observação de uma criança aos dois anos de vida. E o que é mais engraçado é que Arthur não só balbucia palavras como papai, mamãe, tio, tatá, Bebel, vovó, assim como fica feliz e excitado ao extremo quando alguém, do outro lado da linha, conversa com ele.

            De fato, é engraçado e, ao mesmo tempo, emocionante, ouvir Tuthuio “falar” …! O menino não só parlamenta, como manda beijos mil, tendo inclusive beijado o bocal umas três vezes pelo menos.

            Isso demonstra o quão novo e intrigante é este aparelho (inventado por Graham Bell, há dois séculos atrás) para Arthur.

            De acordo com Isabel Simões Dias e Sônia Correia, docentes do Instituto Politécnico de Leiria, Portugal, integrado à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (IPL-ESECS), a criança até aos 3 anos mostra capacidade para pensar sobre o mundo e sobre si mesma na interação que vai estabelecendo com as pessoas e os objetos. A observação, a repetição, a imitação e a experimentação permitem à criança situar-se perante si própria e perante os outros. A brincar, a criança vai aprendendo as propriedades dos objetos (tamanho, forma, cor, …) e a utilizá-los como ferramentas de resolução de problemas. Na primeira infância, o desenvolvimento/aprendizagem ocorre, fundamentalmente, através das interações com adultos significativos, da construção de laços de vinculação, de jogos sociais, das ações com objetos, da resolução de problemas diários, da exploração sensório motora do espaço e de materiais, da repetição, do envolvimento da criança em contextos de aprendizagem significativos. É exatamente isto que Arthur faz.

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