Sim é sim e não é não!

Luca tem quatro anos e é uma criança tranquila. É um menino curioso, observador, intuitivo e cheio de vontade de aprender. Gosta de cantar, adora ouvir música e é transparente em relação ao que está sentindo em um certo momento. Em outras palavras, ele exterioriza sua raiva e seus medos, sentimentos típicos dessa faixa etária. Filho de pais divorciados, Luca mora com a mãe, a terapeuta holística Marta Milani, 41, e a avô materna. Situação comum na sociedade contemporânea. Por isso, ele é um menino que tem fácil convivência com adultos. Aliás, ele prefere estar com “gente grande” a estar com crianças da sua idade. Luca foi introduzido desde cedo no mundo das artes. Tem aulas de música, adora cantar e é frequentador de exposições de arte com sua mãe. É considerado por Marta como um “parceirão”. E foi assim desde que ela soube da vinda do pequeno. A parceria foi iniciada ainda no ventre materno. Marta pedalava sua bicicleta enquanto Luca ainda se preparava para vir ao mundo, nas diversas trilhas Minas afora. Assim que nasceu, a mãe o ensinou a nadar. Mirando no futuro, a mãe preza pela individualidade do garoto. Incentiva e acredita que as escolas de hoje não valorizam aquilo que é singular, ou seja, aquelas que possuem outras formas de interação com a criança e o meio na qual ela está inserida. Resumindo, a escola deveria ter uma abordagem mais inclusiva. Mas, como mãe, Marta reforça sempre que o respeito e a educação são essenciais. “Não se pode jamais deixar de lado o limite, elemento fundamental para que uma criança possa se tornar um adulto equilibrado. Ou seja, sim é sim e não é não”, afirma. Dizer “sim” e “não” pode ser uma tarefa difícil para os pais. Segundo a cartilha da Sociedade Brasileira de Pediatria, “a escolha do que a criança não pode fazer deve ser bem decidida, pois a negativa para qualquer coisa sem uma consistência e uma motivação real pode transformar o relacionamento em um modelo inadequado. Os filhos não devem e não podem ter medo dos pais! Esse sentimento provoca afastamento e desconfiança. O não deve sempre vir acompanhado da tranquilidade e certeza de que aquela negativa não representa falta de amor e afeto.”

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